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Governo taxa importação sobre 1.252 itens de tecnologia

Viver no Brasil e gostar de tecnologia já é um esporte radical. Agora, o percurso ganhou mais obstáculos.

O governo federal anunciou no dia 24 um aumento no imposto de importação para 1.252 produtos ligados ao setor de tecnologia, incluindo eletrônicos, máquinas e equipamentos diversos. As novas alíquotas entram em vigor em março e vão variar entre 7,2% e 25%, dependendo do item.

Na prática, quem pretende comprar computador, smartphone ou outros dispositivos importados pode sentir impacto direto no bolso nas próximas semanas.

O que muda com a nova decisão

A medida foi aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, a Gecex, que decidiu recompor as tarifas para uma série de bens tecnológicos.

Segundo o governo, o objetivo é proteger a indústria nacional e reduzir a dependência de produtos importados. A expectativa do Ministério da Fazenda, comandado por Fernando Haddad, é arrecadar cerca de R$ 14 bilhões com a mudança e ajudar no cumprimento da meta de superávit fiscal.

Impacto vai além de celulares e PCs

O aumento não se limita a notebooks, placas de vídeo ou smartphones. A lista inclui também:

  • Servidores
  • Roteadores
  • Máquinas industriais
  • Equipamentos agrícolas

Ou seja, o efeito pode se espalhar por toda a cadeia produtiva. Custos maiores para empresas tendem a ser repassados ao consumidor, o que pode impactar desde infraestrutura até exames médicos que dependem de equipamentos importados.

Debate sobre indústria nacional

O argumento oficial é o fortalecimento da indústria brasileira. No entanto, críticos questionam a efetividade da estratégia, especialmente em segmentos dominados por gigantes globais como NVIDIA e Apple, onde a concorrência nacional é limitada.

Histórico recente

A medida também reacende discussões sobre a chamada “Taxa das Blusinhas”, implementada no governo Luiz Inácio Lula da Silva, que gerou críticas por possíveis efeitos negativos no comércio.

Segundo reportagem da revista Veja, o presidente dos Correios admitiu prejuízo de R$ 2,2 bilhões no ano, atribuído à queda nas importações após mudanças tributárias anteriores.

O que esperar agora?

Com a nova política entrando em vigor em março, o mercado deve reagir nas próximas semanas. Importadores podem antecipar compras, varejistas podem reajustar preços e consumidores devem sentir o impacto gradualmente.

Para quem estava planejando atualizar o setup, talvez seja hora de decidir antes que o preço suba mais um degrau.

No Brasil, tecnologia nunca foi barata. E, pelo visto, o jogo vai ficar ainda mais difícil.

Fonte

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