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Dona de “Marvel Rivals” bane IA de novo jogo

Goichi Suda, conhecido como o criador de No More Heroes, está prestes a entregar seu novo projeto autoral. O título Romeo is a Dead Man mantém o tom excêntrico da Grasshopper Manufacture. Porém, há algo que Suda faz questão de deixar claro: não foi usada inteligência artificial nesse projeto. Além disso, o criador sequer deseja fazer isso.

“IA me deixa com uma sensação estranha”

Em uma conversa com o Eurogamer na Inglaterra, Suda foi questionado sobre o uso de IA em Romeo is a Dead Man. Ele respondeu que não gosta do que vê da IA. Principalmente, nas redes sociais, já que isso o deixa com uma sensação estranha.

Suda diz que usar IA para criar o jogo resultaria em um produto oco. Consequentemente, criaria um personagem que dificilmente conquistará a atenção dos jogadores. Além disso, os jogadores sentiriam que algo de errado estava acontecendo ali.

Conhecimento humano vs. algoritmos: o que realmente importa

No entanto, mais importante do que isso, é o uso do conhecimento, habilidades e experiências dos humanos que trabalham na equipe de produção.

Segundo Suda, são as habilidades e a paixão que os humanos colocam nos jogos que realmente criam impacto na frente dos jogadores. Ele descreve isso como algo que o jogador pode sentir e perceber.

Para o criador japonês, os jogadores podem dizer quando alguém dedicou sua alma e coração a um trabalho.

Por que isso importa?

Basicamente, Suda argumenta que:

  • IA pode gerar imagens e textos
  • Porém, não pode replicar paixão humana
  • Jogadores sentem quando algo foi feito com alma
  • Consequentemente, produtos com IA parecem “ocos”

Portanto, a autenticidade vem da experiência humana. Não de algoritmos.

NetEase bane IA generativa após pesquisa interna

Suda também revelou que a própria NetEase dedicou uma seção inteira à pesquisa sobre o uso de IA generativa. No entanto, após a investigação, eles decidiram informar todas as suas produtoras de videogame que não querem o uso de IA generativa em suas produções.

Isso significou que além da postura da própria Grasshopper, a editora também não quis usar IA. Portanto, foi decisão corporativa consciente.

O que isso representa?

É um movimento significativo. Principalmente porque:

  • NetEase é uma das maiores publishers da China
  • Muitas empresas estão abraçando IA sem questionar
  • NetEase pesquisou e conscientemente rejeitou a tecnologia
  • Isso cria precedente importante na indústria

Consequentemente, outras publishers podem seguir o exemplo.

A polêmica da IA generativa em jogos: contexto necessário

Para entender por que essa posição de Suda é importante, precisamos olhar o contexto:

Onde a IA está sendo usada em jogos:

Arte conceitual Algumas empresas usam IA para gerar concepts iniciais. Porém, isso tira trabalho de artistas.

Diálogos e NPCs Há experimentos com NPCs que respondem via IA. No entanto, perdem personalidade.

Dublagem Algumas empresas tentam usar IA para dublagem. Consequentemente, tiram trabalho de dubladores profissionais.

Localização Tradução por IA está sendo testada. Porém, perde nuances culturais.

O problema fundamental:

Primeiramente, IA generativa foi treinada com trabalho de artistas sem permissão ou compensação. Além disso, resulta em perda massiva de empregos criativos. Finalmente, produtos ficam genéricos e sem personalidade.

Portanto, há tanto questões éticas quanto criativas.

Goichi Suda: um criador autoral que vive de personalidade

Para entender por que Suda rejeita IA, precisamos entender quem ele é:

Jogos de Suda são únicos porque:

  • Tem visão autoral forte e inconfundível
  • Narrativas são bizarras e experimentais
  • Arte é estilizada e distintiva
  • Diálogos são únicos e memoráveis

Portanto, seus jogos funcionam justamente pela personalidade humana que ele e sua equipe injetam neles.

Usar IA seria contradição total:

Se Suda usasse IA, estaria:

  • Traindo sua própria filosofia criativa
  • Criando algo genérico (o oposto do que faz)
  • Eliminando o que torna seus jogos especiais

Consequentemente, a rejeição à IA não é só filosófica. Além disso, é prática.

Romeo is a Dead Man: o que esperar

Romeo is a Dead Man é o novo projeto da Grasshopper Manufacture. Embora detalhes ainda sejam escassos, sabemos que:

  • Mantém o tom excêntrico característico de Suda
  • Foi feito 100% por humanos
  • Tem personalidade forte e autoral
  • NetEase está publicando (e apoiou decisão anti-IA)

Portanto, espera-se que seja tão único quanto No More Heroes e outros trabalhos de Suda.

Outros criadores que rejeitam IA

Suda não está sozinho nessa posição. Vários criadores importantes rejeitam IA generativa:

Hayao Miyazaki (Studio Ghibli) Chamou animação por IA de “insulto à própria vida”.

Guillermo del Toro Afirmou que IA “não tem alma” e não pode criar arte verdadeira.

Neil Gaiman Criticou IA por roubar trabalho de escritores.

Portanto, há movimento crescente de artistas contra IA generativa.

Veredicto Geek

Goichi Suda está absolutamente certo. Primeiramente, IA generativa rouba trabalho de artistas. Além disso, cria produtos genéricos e sem alma. Finalmente, os jogadores realmente sentem quando algo foi feito com paixão humana vs. algoritmo.

A decisão da NetEase de pesquisar e conscientemente rejeitar IA é igualmente importante. Principalmente, porque mostra que grandes publishers podem escolher qualidade sobre conveniência.

No entanto, a batalha está longe de acabar. Muitas empresas continuam abraçando IA. Principalmente, para cortar custos. Portanto, é crucial que criadores como Suda continuem falando sobre isso.

Finalmente, Romeo is a Dead Man será teste importante. Se o jogo for sucesso crítico e comercial, provará que qualidade humana vence eficiência algorítmica.

Via: Eurogamer

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