CINEMA E TV

Ted Sarandos promete 45 dias de cinema para filmes da Warner antes do streaming

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, voltou a comentar a possível compra da Warner Bros. Discovery.

E deixou um recado claro: se o negócio for fechado, os filmes do estúdio continuarão ficando pelo menos 45 dias nos cinemas antes de chegarem ao digital.

Estamos falando de franquias como Batman, Harry Potter e O Senhor dos Anéis.

Do cinema para o PVOD… e só depois para o streaming

Em entrevista ao podcast The Town, Sarandos explicou o plano com mais detalhes.

Segundo ele, o caminho seria o seguinte:

Cinema → 45 dias de exclusividade → PVOD (aluguel e compra digital)HBO Max

Ou seja, após a janela nas telonas, os filmes não iriam direto para o streaming. Primeiro passariam pelo modelo premium de aluguel e venda digital, como acontece em plataformas como Google Play e YouTube.

Esse ponto é importante. Donos de cinema, especialmente nos Estados Unidos, têm criticado a ideia de lançamentos que vão rapidamente para o streaming. Eles defendem que a etapa em VOD ajuda a sustentar a bilheteria, já que o público pensa duas vezes antes de pagar extra em casa quando pode viver a experiência completa na sala escura.

Sarandos respondeu de forma direta:

“Estamos comprando um modelo de negócios, e não queremos matá-lo.”

Mudança de postura

Vale lembrar que Sarandos já demonstrou resistência a longas janelas de exclusividade no passado. No entanto, recentemente ele passou a defender o período de 45 dias como um equilíbrio entre cinema e streaming.

Quando questionado se colocaria essa regra no contrato da compra da Warner, ele recusou formalizar a promessa. Segundo o executivo, nenhum estúdio estabelece esse tipo de cláusula como padrão.

Ainda assim, em tom descontraído, afirmou que estava dando a entrevista “sob juramento”. Uma maneira de reforçar que não era apenas discurso.

O que está em jogo?

Caso a aquisição avance, a Netflix herdaria um catálogo gigantesco e algumas das propriedades intelectuais mais valiosas da indústria.

Manter os 45 dias nas salas pode ser a forma de evitar um choque direto com exibidores e preservar o ecossistema tradicional do cinema, enquanto o streaming continua sendo o destino final.

No fim das contas, a mensagem é clara: o streaming quer dominar o mundo. Mas, pelo menos por enquanto, a sala escura ainda terá seus 45 dias de reinado

Fonte

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