CINEMA E TV

5 Curiosidades sobre Stranger Things que você não sabia

Stranger Things se tornou um fenômeno cultural global desde seu lançamento em 2016. A série dos irmãos Duffer conquistou milhões de fãs com sua mistura perfeita de nostalgia dos anos 80, terror sobrenatural e personagens cativantes. Mas por trás das câmeras, existem histórias fascinantes e detalhes que até os fãs mais dedicados desconhecem. Prepare-se para descobrir segredos que vão mudar a forma como você vê a série!

1. O Título Original Era Completamente Diferente (E Muito Pior)

A História do Nome

Quando os irmãos Duffer apresentaram o projeto pela primeira vez, a série se chamava “Montauk” – referência a Montauk, Nova York, onde supostamente aconteceram experimentos governamentais secretos reais nos anos 80 (o chamado “Projeto Montauk”).

Por que mudaram?

A Netflix adorou o conceito mas achou o título muito nichado e pouco comercial. Após semanas de brainstorming e mais de 100 sugestões diferentes, finalmente chegaram em “Stranger Things” – inspirado no discurso de abertura de cada episódio de The Twilight Zone: “You’re traveling through another dimension…”

Outros nomes considerados:

  • “The Other Side”
  • “Beyond”
  • “Dark Encounters”
  • “The Gateway”

Imagine se a série fosse chamada “The Other Side”… não teria o mesmo impacto, certo?

Easter Eggs do Nome Original

Os Duffer mantiveram várias referências a “Montauk” espalhadas pela série:

  • Nos storyboards originais da primeira temporada, você pode ver “Montauk” escrito
  • O plano inicial era ambientar tudo em Long Island, NY
  • Hawkins, Indiana foi escolhida depois para reduzir custos de produção

Curiosidade adicional: O orçamento estimado para filmar em Nova York seria 40% mais caro. A mudança para a Geórgia (onde a série é filmada) economizou milhões de dólares.

2. Eleven Quase Foi Interpretada Por Outra Atriz (E Millie Teve Que Raspar a Cabeça De Verdade)

O Processo de Casting Insano

Mais de 1.200 meninas fizeram audição para o papel de Eleven. O casting durou 7 meses – o mais longo da história da Netflix até então.

Finalistas que quase conseguiram o papel:

  • Uma jovem atriz canadense que desistiu na última hora
  • Outra atriz que era favorita mas “não tinha a intensidade emocional” necessária

Millie Bobby Brown Quase Desistiu

Millie Bobby Brown (então com 11 anos) fez 8 audições diferentes. Na última, os diretores pediram para ela raspar a cabeça como “teste de compromisso”.

A decisão mais difícil da vida dela:

Seus pais disseram que a decisão era totalmente dela. Millie passou 3 dias pensando. Leu o roteiro inteiro, apaixonou-se pelo personagem e decidiu: “Se eu não fizer isso, vou me arrepender para sempre.”

No dia seguinte, foi ao barbeiro com sua mãe. Choraram juntas enquanto os cabelos caíam.

Plot twist: Isso não era obrigatório. Os Duffer admitiram depois que poderiam usar peruca se ela não quisesse. Mas o fato dela ter raspado demonstrou um nível de dedicação que os convenceu 100% de que ela ERA Eleven.

O Cabelo Se Tornou Icônico

O visual careca de Eleven se tornou tão icônico que:

  • Milhares de fãs rasparam a cabeça em homenagem
  • Virou meme instantâneo
  • Foi considerado um dos visuais mais marcantes da TV dos anos 2010
  • Millie disse em entrevistas que foi “libertador” e que se sentiu mais confiante depois

Curiosidade extra: Millie usou peruca nas temporadas seguintes quando Eleven tinha cabelo curto. Ironicamente, depois de raspar de verdade, nunca mais precisou!

3. Barb’s Death Wasn’t Originally Planned (E A Atriz Descobriu nas Redes Sociais)

O Fenômeno #JusticeForBarb

Barbara Holland, a melhor amiga de Nancy, apareceu em apenas 4 episódios da primeira temporada mas se tornou um fenômeno cultural. Sua morte repentina e “esquecida” pelos personagens principais gerou um movimento massivo nas redes sociais: #JusticeForBarb.

O que poucos sabem: Barb não deveria morrer. Pelo menos não daquele jeito.

A Morte Não Planejada

Nos roteiros originais:

  • Barb desapareceria mas sobreviveria no Mundo Invertido
  • Seria resgatada no final da temporada
  • Teria papel maior na segunda temporada

O que aconteceu?

Durante as filmagens, os Duffer perceberam que:

  1. Teriam que cortar várias cenas por tempo de episódio
  2. Manter Barb viva criava sub-plots desnecessárias
  3. Sua morte tornava o Demogorgon mais ameaçador

Então, DURANTE as filmagens, reescreveram o destino dela.

Shannon Purser (Atriz de Barb) Descobriu do Pior Jeito

Shannon deu uma entrevista contando: Ela descobriu que Barb estava morta definitivamente… lendo Reddit.

Os Duffer não explicaram claramente se a morte era permanente. Shannon achou que poderia voltar em flashbacks ou revelar que sobreviveu. Até que viu fãs discutindo no Reddit e percebeu: “Espera… eu realmente morri?”

Ela ligou para seu agente, que confirmou. Foi traumático.

Redenção: O movimento #JusticeForBarb foi tão grande que:

  • Shannon foi indicada ao Emmy como Melhor Atriz Convidada
  • Barb ganhou cena de funeral na Season 2
  • Virou personagem de quadrinhos e livros derivados
  • Shannon teve carreira impulsionada pela aparição “pequena”

Lição: Às vezes, morrer cedo na série mais famosa do mundo é melhor para sua carreira que sobreviver como coadjuvante.

4. O Demogorgon Não É CGI – É Um Homem em Fantasia (E Ele Improvisou os Movimentos Mais Assustadores)

A Verdade Por Trás do Monstro

A maioria dos fãs assume que o Demogorgon é 100% CGI. ERRADO.

Aproximadamente 70% das cenas do Demogorgon na Temporada 1 são Mark Steger – um artista de movimento profissional – vestido em uma fantasia prática de látex pesando 15kg.

Por que usar ator em vez de CGI puro?

Os Duffer queriam que:

  • Os atores (especialmente as crianças) reagissem a algo real
  • Os movimentos parecessem “orgânicos” e imprevisíveis
  • Reduzir custos de CGI (orçamento da S1 era limitado)

Mark Steger: O Gênio Por Trás do Terror

Mark Steger é um performer especializado em movimentos não-humanos. Trabalhou em:

  • The Strain (vampiros)
  • Insidious (demônios)
  • American Horror Story (monstros diversos)

Seu processo para criar o Demogorgon:

  1. Estudou predadores animais (tubarões, mantis religiosas, aranhas)
  2. Praticou movimentos em “reverso” para parecer alienígena
  3. Adicionou tiques aleatórios e erráticos
  4. IMPROVISOU muitos dos movimentos mais assustadores

Os Momentos Improvisados Mais Icônicos

Cena 1: Demogorgon “cheirando” o ar

  • Mark improvisou o movimento de cabeça inclinando lateralmente
  • Não estava no roteiro
  • Os Duffer AMARAM e mantiveram
  • Virou característica definidora do monstro

Cena 2: Demogorgon correndo de forma bizarra no laboratório

  • Mark decidiu correr “como um gorila invertido”
  • Mãos quase tocando o chão, movimentos irregulares
  • Coreografado na hora
  • Virou a cena mais assustadora da temporada segundo polls de fãs

Cena 3: A “abertura da boca-flor”

  • Efeitos práticos + CGI
  • Mecanismo ativado por Mark através de controles na fantasia
  • Funcionava com pneumática real
  • Som de sucção era real (tubo de ar comprimido)

Nas Temporadas Seguintes

Temporada 2 e 3 usaram mais CGI porque:

  • Orçamento maior permitiu
  • Monstros maiores (Mind Flayer) exigiam CGI
  • Mark continuou fazendo motion capture para manter movimentos “orgânicos”

Homenagem: Os Duffer creditaram Mark nos letreiros finais como “Demogorgon Performer” mas muita gente não percebeu.

5. Winona Ryder Improvisou a Cena Mais Icônica da Série (E Quase Foi Demitida Por Isso)

A Cena das Luzes de Natal

Uma das cenas mais memoráveis de Stranger Things é quando Joyce Byers (Winona Ryder) pinta o alfabeto na parede e se comunica com Will através das luzes de Natal.

Você provavelmente não sabia: Essa cena foi completamente improvisada por Winona no set.

Como Aconteceu

Roteiro original: Joyce tentaria usar código morse com uma lanterna. Cena simples, técnica, sem emoção.

Durante ensaios: Winona achou “frio demais” e “não parecia algo que uma mãe desesperada faria”.

Ela foi até os Duffer e disse: “Uma mãe não pensaria em código morse. Ela faria algo mais direto, mais caótico, mais emocional.”

A sugestão dela:

  • Usar as luzes de Natal que já estavam no set
  • Pintar letras na parede freneticamente
  • Will responderia fazendo luzes específicas acenderem

Os Duffer disseram: “Temos 30 minutos de luz natural restante. Se você conseguir fazer funcionar, vamos filmar. Se não, voltamos pro roteiro.”

A Performance Lendária

Winona fez EM UMA TOMADA:

  • Pintou o alfabeto na parede (tinta real)
  • Improvisou o diálogo inteiro
  • Criou a energia frenética da cena
  • Chorou de verdade

A câmera seguiu ela em steadicam. A equipe ficou em silêncio absoluto. Quando Winona terminou, chorando e gritando “FALE COMIGO!”, houve 10 segundos de silêncio total.

Então… aplausos de toda a equipe.

Os Duffer usaram aquela tomada única. Sem cortes. Sem segundo take.

A Quase Demissão

Aqui vem a parte louca: Executivos da Netflix viram os dailies (filmagens do dia) e odiaram.

Acharam que Winona estava “overacting” (exagerando). Queriam refilmar com o roteiro original.

Os Duffer se recusaram. Ameaçaram sair do projeto se forçassem mudança.

Netflix recuou mas deixou claro: “Se testers odiarem, vocês refilmam.”

Resultado: Testers (público de teste) deram nota 10/10 para aquela cena. Disseram que era “o coração emocional da temporada”.

Executivos pediram desculpas aos Duffer.

Winona foi indicada ao Globo de Ouro e ao SAG Award principalmente por aquela cena.

Legado da Cena

  • Virou referência de “atuação visceral”
  • É estudada em escolas de cinema
  • Foi homenageada inúmeras vezes em paródias
  • Definiu o tom emocional de toda a série

Quote dos Duffer: “Stranger Things não seria Stranger Things sem aquela cena. E ela não existiria se não confiássemos em Winona.”

Bônus: Curiosidades Rápidas Que Vão Explodir Sua Cabeça

1. Gaten Matarazzo (Dustin) tem cleidocranial dysplasia de verdade

  • A condição do personagem é real
  • Gaten virou porta-voz da doença
  • Usaram sua condição para tornar Dustin mais autêntico

2. Os waffles de Eleven são falsos (e ela odeia waffles)

  • Millie é alérgica a glúten
  • Waffles nas cenas são feitos de massa especial sem glúten
  • Ela declarou em entrevista: “Na vida real, prefiro panquecas”

3. Dart (o demodog de Dustin) foi baseado no cachorro de estimação dos Duffer

  • Eles tinham um pug chamado Rocky
  • Dart tem maneirismos caninos porque foi motion capture de Rocky
  • Rocky morreu durante filmagem da Season 2 – Dart é homenagem

4. Noah Schnapp (Will) não aparece muito na Season 1 porque estava em outro projeto

  • Filmava “Bridge of Spies” com Tom Hanks simultaneamente
  • Por isso Will está “desaparecido” a temporada inteira
  • Foi coincidência perfeita para o roteiro

5. A casa dos Byers é uma casa real em Atlanta

  • Família foi paga para se mudar por 6 meses durante filmagens
  • Netflix comprou a casa depois para filmagens futuras
  • Hoje é ponto turístico (mas não oficial)

Conclusão: Stranger Things É Mais Estranho Do Que Imaginávamos

Por trás de cada cena icônica, cada monstro assustador e cada performance memorável, existem histórias humanas fascinantes. Improvisações que viraram lendas, decisões de última hora que mudaram tudo, e riscos criativos que quase não aconteceram.

Stranger Things nos ensina algo valioso: às vezes, a magia acontece quando você confia nos instintos criativos, quando dá liberdade aos artistas, e quando está disposto a improvisar.

Na próxima vez que você reassistir a série, vai ver com outros olhos:

  • Aquele Demogorgon? Um homem suando em fantasia de látex
  • Joyce pintando o alfabeto? Uma atriz arriscando tudo em uma improvisação
  • Eleven careca? Uma menina de 11 anos tomando a decisão mais corajosa da vida
  • Barb morrendo? Um rewrite de última hora que mudou a cultura pop

E isso torna tudo ainda mais especial.

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